Gustavo A Vilela
O puro e ingênuo amor, pela doce arte das palavras...
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        Suas palavras entalam-me, como a mais sanguinária lança.
        Você lança em mim suas palavras e eu as escuto. Meu peito dói, reforça-me o vazio e a sensação de estar sozinho.
       Queria ir para longe, bem longe de você, eu penso no que digo para você, porem noto que você nunca teve esse cuidado comigo.
        Suas palavras entalam-me, como a mais sanguinária lança.
        Escuto tudo que você tem a dizer, estufo o peito, porem na minha vez de dizer eu simplesmente eu fico em silencio, não consigo ser como você.
       Nesse processo só eu me machuco e você não entende, acabamos saindo os dois feridos por uma coisa que ambos não entenderam.
       Queria dizer tudo o que penso com todo meu ódio e fúria acumulado, lançar minha dor em forma de palavras. Lançar tudo em sua direção o retalhando como se fossem laminas.
      Às vezes você para e me diz tudo o que quer e eu não ouço nada. Já perdi minha vontade de escutar ou até mesmo revidar, agora só recebo.
     E você já me perdeu e inútil eu tentar. Guarde suas desculpas para você mesmo se confortar. Pois suas palavras já me entalharam fundo, mais fundo que uma lança sanguinária.
      Tendo sua ponta seguida por palavras e vocabulários mal informados e mal planejados no intuito apenas de destruir aquilo que eu tenho de belo em mim.
     Mas não aceito e não me rendo só me afasto; coisa que já fiz e você nem percebeu ou percebeu, más já e tarde de mais.
 
Gustavo Vilela
Enviado por Gustavo Vilela em 04/06/2019
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