Gustavo A Vilela
O puro e ingênuo amor, pela doce arte das palavras...
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            Ao longo de nossas vidas somos obrigados a fazer muitas escolhas, Roberte aquele dia trágico de sua vida, tinha essa obrigação. Seu dia estava ótimo tomou café com sua família e foi para o trabalho.
            Parecia tudo normal, como qualquer dia, ate que teve que sair mais cedo de seu trabalho para poder fazer uns extras em sua própria casa, sendo algo momentâneo não teve tempo de dizer a sua família de que iria chegar mais cedo.
            Chegando a casa viu uma imagem que nunca queria ter visto, sua mulher e seu melhor amigo nus em sua sala, aquela imagem o congelou por alguns estantes, mal teve tempo de pensar sacou sua arma e fez um disparo certeiro no peito de Manuel ate então seu melhor amigo.
            Sua esposa, mesmo assustada se cobriu com alguns panos próximos a ela, antes que pudera responder ou dizer o que estava fazendo foi assassinado por seu marido.
            Roberte agora tinha duas mortes em seu nome, não sabia mais o que fazer pensou em atirar em sua própria cabeça, más no mesmo instante alembrou de seus filhos e isso o desencorajou.
            O que ele fez foi chamar a policia, e se sentou no sofá diante daqueles corpos ensanguentados e nus, acendeu seu cachimbo deu uns goles em uma garrafa de vinho e esperou pelas autoridades.
            Já sabendo o que o esperava, aquele havia se tornado o melhor cachimbo e o melhor vinho que havia esperado, pois ele sabia que iriam ser os últimos por longos anos.
            Passou algum tempo a policia chegou, ele não demostrou nenhuma reação apenas abaixou a cabeça e seguia as ordens dos policiais friamente. Sempre me lembro de Roberte o homem que jogou toda sua vida fora em um piscar de olhos.
            Nos jornais daquela época havia sua cara estampada com pessoas o chamando de assassino outras ate lhe dando razão, no tempo que ele ficou preso aqui era uma pessoa calada não parecia sentir qualquer remorso ou culpa.
            Caminhava sempre sozinho conversava apenas o necessário ate chegar o dia da sua sentença, para ser mais precisa foi condenado a 30 anos de prisão e depois pena de morte, tanto os juízes ou agentes de acusação sempre o descreviam como alguém frio.
            Um nome que não fazia muito sentido a sua pessoa, eu o via como uma pessoa que tomou uma atitude desnecessária, más quem sou eu para dizer isso já que estou na cela do lado.
            Lembro-me das poucas conversas que tivemos, ele sempre falava em seus filhos e se calava por algum instante como se estivesse pensando, posso dizer que fomos amigos e hoje ter que velo caminhar ate a cadeira elétrica partiu meu coração.
            Concordo o que ele fez foi cruel, mais só ele foi o culpado? No tempo que esteve prezo nenhum de seus filhos o escreveu ou sequer foi visita-lo e isso era a única coisa que o chateava, são 11 horas agora daqui uma hora Roberte estará morto, más lhes digo ele morreu naquele trágico dia, vitima de um amor errado e empalado de revolta e injustiça.
 
Gustavo Vilela
Enviado por Gustavo Vilela em 17/08/2019
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