Gustavo A Vilela
O puro e ingênuo amor, pela doce arte das palavras...
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               Mais uma noite sem dormir, pensando onde eu errei porque está tudo assim. Me visto para mais um dia de trabalho monótono e chato, mas e uma obrigação. Na qual devo fazer gostando ou não.
            Saiu de minha casa grande e fazia sem dizer adeus a ninguém ate mesmo porque não há ninguém para ouvir, assim ligo o carro e vou para o trabalho. Observo os ponteiros do relógio que parecem estar travados, pois as horas parecem infinitas, assim que funciona o meu mundo, não gosto más e assim.
            Logo e hora do almoço vou até o restaurante de sempre como a comida de sempre, sem ninguém a meu lado apenas eu e minha imaginação, o meu desejo em ter aquilo que já tive, mas não tenho mais, pois tirarão de mim. Logo volto ao meu trabalho, assim que termina o expediente volto para a casa grande e sozinha.
            Entre o silêncio, sinto-me cada vez mais só cada vez mais distante, distante de mim mesmo, vou para o banho onde a dor só se torna mais dolorosa, com aquela sensação de que eu fiz algo errado algo que não há volta, sinto vontade de cortar os pulsos, mas como sempre não o faço. Diante destes pesos injurias eu vou vivendo, triste e sozinho.
            Deito-me sobre a cama, a mesma cama que um dia foi a nossa felicidade, mas agora e a minha tristeza, fecho os olhos, mas só me vem memorias de um belo passado feliz que tivemos juntos eu, você e nossa linda filha. Tenho uma bíblia, mas sou incapaz de ler ou de aceitar a realidade posta a mim.
            Penso naquele dia que parecia ser um ótimo dia, mas não foi isto por quê? Talvez se eu estivesse escolhido outro lugar teria vocês aqui a meu lado, mas não eu não posso voltar no tempo. Minha mente está suja com ódio e desejo de vingança ao lembrar que iriamos a uma lanchonete, mas por ironia do destino tive que parar em um posto para abastecer, mas nossa filha queria um suco, então eu saio do carro deixei vocês, ouvi tiros corro para o carro e o que eu vejo você e o fruto de nosso amor com tiros cobertas de sangue, me ajoelho chorando e querendo saber o porquê, dizem que fora um assalto, mas eu não sei o que sei e que não as tenho mais.
            Talvez se estivesse ficado com vocês ou se tivesse mandado vocês ao meu lugar isso não teria acontecido, sai vivo visualmente, pois grande parte de mim fora assinada naquele dia só me resta ficar vagando em um caminho triste e sozinho sem vocês. Estou cansado já não quero seguir nenhuma trilha quero apenas sumir, mas para onde tudo me lembra de você as promessas que fizemos um ao outro e que não poderemos mais fazer graças um infeliz sem coração sem alma, por quê?
            Estou cansado, o silencio grita alto, com vozes de dor pena e lamentações. Quero morrer viver sem vocês não e viver, talvez tirando minha vida eu as encontre em algum lugar onde poderemos ser felizes novamente, mas não sei não tenho certeza, mas quero tentar mesmo assim o que tinha para perder eu já perdi há tempos atrás, não tenho nada além de remorso e culpa, feridas que não fecham, feridas e marcas que o tempo não apaga. Mas um dia voltaremos a viver juntos como uma linda família que um dia nós fomos.
            Deixo essa carta sobre a mesa, pego a arma que comprei para vingar suas mortes, mas não fui capaz, de fazer. Só me resta fazer a mim mesmo me matar, torcendo para que posso ir para perto de vocês, aqui vou eu.
             
            Gustavo Vilela
Gustavo Vilela
Enviado por Gustavo Vilela em 08/08/2015
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