Gustavo A Vilela
O puro e ingênuo amor, pela doce arte das palavras...
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    Paulo aos seus 21 anos de idade, era filho de um rico fazendeiro chamado Juvenal. Um homem já com seus 60 anos, era dono de uma grande lavoura de café situada no sul do grande estado de Minas Gerais e um homem bastante aclamado famoso por sua ignorância, tipo de pessoa que gosta de saber de tudo.
    Seu filho, Paulo não conhecia bem outras cidades além da região em que vivia. Tinha um grande desejo de conhecer as praias o litoral, até que criou coragem e pediu a seu pai, mencionou a ideia, Juvenal não aprovou muito bem, mas deixou que o filho fizesse tal viajem. Ate porque Paulo sempre trabalhou com ele e já tinha um bom dinheiro depositado em sua conta.
    Logo o jovem já tinha preparado para a tão esperada viaje, seu destino era o na cidade Rio de janeiro em especifico o bairro Copacabana, lá iria ficar em um luxuoso hotel, ansioso com a grande viajem e escutando sempre os conselhos de seu pai.
    Chegando ao Rio, tratou logo de arrumar as suas malas. Chegando a noite foi para um bar em frente à praia lá conheceu um jovem chamado Pedro, pousos anos mais velho que ele exatos 25 anos.
    Pedro ficava sempre no balcão do bar conversando com os clientes embora não trabalhava lá, sempre estava ali, pois era filho do dono do local. Sua conversa com Paulo não houve nada de especial, porém gostaram um do outro, já sabendo que Paulo era um visitante prometeu mostrar a ele os lugares mais badalados e luxuosos e algumas festas a beira-mar.
    Beberam no bar e também fizeram amizade com um garçom de nome Flavio, já com seus 28 anos trabalhava ali, não era rico como Paulo e Pedro. Morava em uma favela. Entre bebidas e outras Flavio mencionou um luau a beira da praia que começaria de madrugada más que não poderia ir já que estava com pouco dinheiro logo Pedro intervi-lo, e disse que pagaria, porém Paulo não deixou, pois já estava bebendo a custa do novo amigo disse que pagaria para Flavio. No bar continuaram a beber ate que Flavio pudesse ir embora.
    Logo porem já no começo da madrugada o trio de rapazes foi para o luau, Paulo nunca tinha visto uma festa assim antes mulheres, bebidas e drogas. Um mundo totalmente diferente daquele que foi criado.  Já Pedro e Paulo já estavam em casa.
    Em meias aquelas pessoas nosso jovem do interior, viu uma linda jovem morena talvez a mais linda de todas que estavam ali, más sem coragem mostrou a garota para os novos amigos, por ironia do destino Flavio e Pedro a conhecia e a chamaram, seu nome era Maísa 23 anos. Apresentaram-na ao amigo a jovem já vivida viu e logo se interessou por ele.
    Em meio à festa havia bebidas ate que Pedro tirou dos bolsos alguns pinos e distribuiu para os outros três, Paulo perguntou o que era aquilo todos riram dele, Maísa foi a primeira a usar com isso Paulo ficou sem jeito de não usar e de certa forma quis chamar a atenção da moça lhe perguntando como aquilo era usada ela o explicou então ele usou, minutos depois já começou a dançar estava totalmente solto, até que Pedro o puxou pelo o braço e disse eu tenho um cigarro aqui para acalmar.
    La já com a garota andando com eles foram para a praia um lugar onde ninguém poderia velos, fumaram Paulo já estava em um ponto que não raciocinava muito bem más seguiu os amigos usando tudo.
    Em meio aquele luar tinha conseguido a atenção da garota, falando coisas românticas porem um pouco sem sentido a garota ficou apenas rindo, más mesmo assim se interessou por ele e começou a se abrir disse que era modelo e queria quem sabe se tornar uma atriz.
    Em meio aquele clima ela beijou o rapaz, talvez o beijo mais belo do mundo Paulo ficou fascinado o clima do luar frente à praia, foi o melhor momento de sua vida os amigos foram e deixaram os dois a sós, em meio a beijos e abraços carinhosos. Foram para o quarto do hotel onde Pedro havia se hospedado.
    Já em seu quarto, junto caricias e sussurros, eles se amaram. Maísa sempre aproveitando da inocência do rapaz pediu vários serviços de quarto pedindo bebidas caras comidas tudo que a moça tinha direito, e Paulo nem notava, pois já fora acertado pela a flecha do cupido.
    Já de manha ele foi dormir totalmente embriagado. Algumas horas depois acordou abriu os olhos e não viu Maísa procurou em todo hotel e perguntou a alguns funcionários onde ela estava e todos diziam que ela foi embora, ele acreditou, porém com duvidas de porque a garota foi embora sem ao menos se despedir, e o pior de tudo nem o telefone dela ele conseguiu.
    Sem entender o que havia acontecido e com uma ressaca afetando ate mesmo sua moral, lembrou que os amigos que conheceu no dia anterior a conheciam, portanto era só voltar ao bar onde os dois ficavam que eles dariam mais informações sobre a Maísa. Aliviado em saber disso voltou a dormir, para mais tarde encontrar com eles.
    Já era tarde foi para o mesmo restaurante partindo direto em direção ao balcão de bebidas, más Pedro não estava lá, viu Flavio o cumprimentou e perguntou logo sobre a garota, o jovem respondeu más em sua versão já era um pouco diferente do que a Maísa havia dito, disse que ela era uma acompanhante de luxo uma garota de programa, Paulo não queria acreditar e perguntou se ele sabia onde ela morava. Flavio não quis dar a informação e mencionou que era melhor esperar Pedro e que também estava em seu horário de serviço.
    Paulo totalmente confuso com a situação resolveu esperar por Pedro, ficou lá bebeu uns drinks para relaxar um pouco até que Pedro chegou, quando o viu já foi logo onde ele estava sentado e antes mesmo de cumprimentá-lo perguntou com um sorriso irônico, quanto ela havia cobrado. O que deixou Paulo bastante constrangido.
    Mesmo assim Paulo queria saber onde a garota morava, porém Pedro disse não sabia de tal informação, apenas que ela ganha a vida fazendo programas. Deu alguns conselhos para Paulo, más pouco adiantava ele queria a todo custo encontrar a linda garota novamente.
    Ficaram por lá, até o Flavio ser liberado, portanto ficaram por ali apenas bebendo e jogando conversa fora. Mas Paulo não tirava aquela linda dama da sua cabeça mesmo ouvindo tudo aquilo sobre ela, ele não queria acreditar. Maísa já tinha alcançado seu coração trazendo-lhe os mais puros e verdadeiros desejos.
    Quando Flavio tinha terminado suas obrigações se juntou aos amigos, Paulo o enchendo de perguntas sobre a moça, porem ele não abria muito a respeito. Tanto Flavio e Pedro queriam a todo custo fazer com que Paulo se esquecesse daquela garota.
    Dirigiram-se para uma boate, Flavio outra vez sobre a custa do amigo. Novamente Pedro estava cheio de drogas, usando e fazendo a todo custo que Paulo usasse junto com eles. E Paulo por sua vez os escutava e fazia com que eles falassem mais sobre a tão misteriosa garota. Ate que por uma ocasião percebendo que não iria conseguir apenas informações por meio de diálogos, decidiu oferecer uma quantia em dinheiro a Flavio para que ele falasse onde a moça morava então Flavio aceitou e disse que ela morava em uma favela do outro lado da cidade, em um lugar muito perigoso da cidade do Rio.
    Paulo convidou os amigos más nenhum deles queria ir em tal lugar, pois sabiam que impossivelmente achariam a garota, já era tarde e pelas coisas que ela fazia era quase certo não a encontra-la.
    Mesmo sozinho ele resolveu ir ate lá, mesmo ouvindo os conselhos de seus amigos ele decidiu ir assim mesmo, logo pediu um taxi e mostrou o endereço ao motorista que o levou ate certo ponto, o taxista não queria entrar na favela, mas explicou e novamente ordenou que o jovem tomasse cuidado.
    Então Paulo seguiu o trajeto andando mesmo, e a cada esquina quanto mais ia entrando na favela mais se deparava com homens armados, o encarando cm olhar de quem quer saber do que se trata.
    Ate que encontrou uma casinha onde Maísa morava, bateu na porta chamando-a pelo nome, mas lá de dentro saiu um homem sem camisa com uma criança nos braços perguntando quem era ele e porque ele estava chamando por sua esposa, Paulo por sua vez ficou assustado e o tom de voz que o homem usou ele notou que não era uma boa hora para fazer perguntas.
    Foi embora, direto para o hotel cancelou o resto da viajem. Não se despediu dos amigos e foi para sua cidade. Onde lá ele compreendia como as coisas funcionavam onde seu olhar inocente pairava em todos daquela cidadezinha do interior.
    O desejo e as duvidas o consumiam por dentro uma dor insuportável, ele tinha achado seu grande amor, porem não passava de mera encenação por parte dela, sua dor era tanta que mal sabia ele o que doía mais o fato de ser tão ingênuo ou pela decepção.
    Depois de muito tempo ainda sentindo a dor daquela cicatriz em seu peito a amargura, conheceu outra jovem dessa vez filha de outro fazendeiro, logo se casou, mas sempre se lembrava daquela noite inesquecível.
    Já seus outros amigos ainda estavam naquela rotina conhecendo novos turistas o levando a festas e apresentando uma linda morena chamada Maísa.
Gustavo A Vilela
 
Gustavo Vilela
Enviado por Gustavo Vilela em 21/08/2018
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