Gustavo A Vilela
O puro e ingênuo amor, pela doce arte das palavras...
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            Ronald estava muito aflito aquela noite de sábado, com pouco dinheiro e sua dependência alcoólica junto a depressão consumiam aos poucos tirando cada parte de sua essência. A o ponto de se perder de si mesmo, já não era novidade aquela rotina de quem já está cansado de viver.
            Para que possamos dar inicio a nossa historia de hoje, cabe voltar a certo tempo na vida do nosso protagonista, trazendo a nossa historia uma mulher de aparência cordial, seu nome era Alice, loira olhos azuis como o azul do oceano.
            Era uma noite em um cruzeiro onde Ronald e Alice iriam se encontrar a primeira vez, estavam em um baile em meio ao navio. Quando o destino os empurrou um a o outro, essas coisas que o destino faz com a gente nós mudando e nos trazendo e tirando coisas e sensações de nossas vidas.
            Foi algo especial entre os dois sentiram uma atração mutua, logo de inicio com belas melodias a o som do saudoso Roberto Carlos, trazendo para o casal os mais puros e maravilhosos desejos.
            Logo após desembarcarem trataram de se encontrar iniciando assim uma bela historia de amor, que durou por algum tempo, porem como sabemos nada e para sempre.
            Aos poucos o relacionamento se encheu de rotina os seus olhares aos poucos perderam o brilho, o apartamento onde viviam já não era aquele ninho de amor, o conto de fadas logo se transformou em uma novela melancólica e vazia.
            Alice por sua vez foi se cansando da rotina. Já Ronald mesmo em meio a ruinas queria manter a todo custo o relacionamento, pois já estava certo de que mesmo estando ao caos ele sabia que ela era sua prometida para passar o resto da vida juntos como um só.
            Como esperado aquele namoro de cinco anos chegou a seu fim, não podemos dizer ou culpar alguém, pois dizer que ambos não tentaram a todo custo seria uma calunia, mesmo Alice tendo feito a iniciativa ela talvez até mais que Ronald tentou a todo custo manter, até que se esgotaram suas forças.
            Ronald agora estava sozinho em seu apartamento triste e solitário com tudo isso ele caiu à beira de um surto junto a cigarros bebidas e drogas, em todo canto ele a via com todo seu esplendor caia entrance más logo voltava a realidade onde estava sozinho com isso foi se enchendo mais ainda de vícios, não queria e não conseguia suportar o mundo real.
            Assim foi sua vida por alguns meses ate que em um sábado por forte influencia dos amigos fora com um grupo em um bar famoso da cidade, más como o destino vive pregando peças lá estavam Alice acompanhada de outro homem, a o ver a sena Ronald entrou em lagrimas chamou logo um taxi e sem dizer nada a ninguém foi embora para seu apartamento.
            Seu apartamento que deveria trazer um conforto para si se tornou aos poucos um senário de uma vida maravilhosa que teve ao lado de Alice, as paredes pareciam telas demostrando um filme dos momentos maravilhosos que teve ao lado de sua amada.
            Sua cabeça passava mil coisas, a dor era insuportável, a angustia era extrema. Pensou por varias vezes em voltar aquele bar conversar talvez até implorar por uma nova chance ou quem sabe pegar uma arma e acabar com a vida dos dois. Porem não achou justa tal atitude ele a amava de mais e ela não merecia tamanha crueldade, então ainda em seu prédio foi ate a sacada e resolveu pular eliminando a si mesmo. Na queda tudo que passava em sua cabeça era o momento maravilhoso, e a imagem do sorriso de Alice era seu conforto.
 
 
Gustavo Vilela
Enviado por Gustavo Vilela em 12/09/2018
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