Gustavo A Vilela
O puro e ingênuo amor, pela doce arte das palavras...
Textos
            Sinto-me estranho, me olho no espelho e não me conheço mais, as coisas estão estranhas. Eu mudei más em que eu me tornei?
            Olho-me no espelho, vejo uma pessoa desconhecida com uma aura horrível, às vezes com um sorriso nos lábios porem uma enorme tristeza no olhar como se o sorriso fosse simplesmente para disfarçar algo doloroso e isso fica visível.
            Eu sempre entendo as pessoas por se afastar, más nunca as perdoou por ter ficado em mim.  Também o medo à solidão o descontrole sobre mim mesmo, com os anos me deixou mais frio e bastante fechado.
            Lembro-me que anos atrás achava que era apenas uma fase algo rápido, más hoje percebi que metade de mim estava morrendo e era minha melhor parte, a que me fazia querer viver a vida de forma maravilhosa.
            Sigo apenas sigo, não digo seguir em frente melhor seria dizer estou apenas vivendo, sem emoções nem nada. Notícias ruins, abandono e falta de conhecimento ate mesmo preconceito das pessoas, tiraram essa minha habilidade de sentir.
          Tornei-me frio e inabalado em relação os acontecimentos ou coisas ruins e o pior de tudo com coisas boas também, meu olhar e o mesmo e não reajo de forma alguma, as pessoas que fazem o bem me veem como ingrato e eu as entendo, então apenas me afasto.
          Os anos se passaram, só houve perdas irreparáveis, pessoas se afastaram. Olho para os lados não sobrou ninguém e eu fico parado sozinho, vivendo das lembranças do tempo em que eu era feliz.
          Olho fotos antigas nada e parecido com o hoje, o mais deprimente e chocante e o olhar, um olhar alegre de uma pessoa sonhadora que se transformou em um ser melancólico e deprimente, como um poço escuro que suga todas as maravilhas e belezas e as transformam em depressão.
          Ajuda eu já tentei más hoje não quero mais. Recuso-me e me afasto, não penso em suicídio, quero apenas ficar com meu cigarro acesso, minha cerveja e cachaça sempre servida e só me levantar para tomar os remédios.
          E passar o resto da vida assim vagando sem nada, pois já não tem mais nada e tarde eu não construí as coisas da noite para o dia, más as perdi dessa forma, poderia ate tentar novamente más as pessoas que eu queria estar perto novamente já não estão e não querem estar novamente, e eu as entendo.
          Queria fechar meus olhos voltar a minha vida como era às vezes quando faço isso eu me lembro na verdade me lembro a todo instante, más quando abro os olhos volto a perceber que tudo agora e apenas uma lembrança de um passado feliz.
          Os calmantes reduzem meu ódio e o desejo constante de me matar, o álcool desliga minha mente e me leva para outro mundo onde consigo ficar feliz por alguns instantes. E assim vou vagando, e já faz alguns anos. Não me importa o que dizem agora não faz diferença.
          A voz que gritava forte e alto pedindo por socorro foi ignorada durante anos, porem ela não se salvou sozinha ela apenas desistiu de implorar por ajuda, agora que surgiu ajuda ela já não quer mais, já se habituou à dor e o medo. E quer que eles entendam.
          Depressão e silenciosa e cruel, tira o mais importante de você que e o desejo ou felicidades da vida, tudo fica em preto e branco nada tem graça, nada tem gosto bom, tudo e chato e se torna melancólico, e você e tachado de preguiçoso e covarde que esta mentindo. E eu os entendo. Más com anos e anos já não faz mais diferença.
 
 
Gustavo Vilela
Enviado por Gustavo Vilela em 09/12/2019
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