Gustavo A Vilela
O puro e ingênuo amor, pela doce arte das palavras...
Textos

              Diante dos espelhos, olho em meus próprios olhos buscando encontrar uma saída, quem sabe uma seta me dizendo para onde eu devesse ir, mas enxergo nada, fica apenas uma sensação de distância da minha mente para o meu corpo e do meu corpo para o resto do mundo.

            Sigo um labirinto de forma solitária e solitária, mas eu gosto assim; as pessoas são estranhas e sempre gritam e falam demais, e eu não gosto, na verdade, tendo que evitá-las.

            Digo para mim mesmo que é assim, mas eu não sei também não pergunto sinto talvez medo e me mantenha em silêncio com o mundo a minha volta dizendo que tem algo errado e eu só observo de longe tentando o máximo deixar minhas ideias e vontades trancadas em um cofre passando de forma sorrateira pelo mundo.

            Meus dias são como de qualquer outra pessoa, a diferença é que passo me esgueirando com medo dos escândalos e gritos ecoados de uma sociedade repleta de pessoas com suas mentes normais. E eu não entendo e nem peço ajuda.

            Às vezes surgem oportunidades, mas eu evito, no fundo, eu preciso, por fora eu escuto e no fim eu apenas odeio. Gostaria apenas de silêncio, é difícil socializar, passar horas e horas mantendo uma máscara que finge gostar de todos e de estar sendo aconselhado. No fim, eu não sei, talvez quem saiba seja o mundo que mais precisa de ajuda e não eu, mas eu sou a minoria, ou seja, eles sempre terão razão.

            Leio livros, ouço músicas e assisto programas que me dizem que o mundo e as pessoas são bacanas, mas, na prática, eu não sei. Tento me encher de vontade, mas no fim, o que eu realmente quero é que o mundo se cale e que se afaste do meu mundo.

            Sendo assim, vou vagando silenciosamente, saindo de discussões e com medo de como será o amanhã. Poderia dizer que queria ser aceito e que consigo, mas, no fundo, eu sei que é mentira, eu apenas não quero, mas conseguiria, os gritos e opiniões do mundo me irritam.

 

Gustavo Vilela
Enviado por Gustavo Vilela em 23/03/2025
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