Gustavo A Vilela
O puro e ingênuo amor, pela doce arte das palavras...
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Olhos negros de ódio.
Corro perigo, e eu estou com medo.
Medo de aquele olhar, do que ele vê!
Medo dos grandes olhos negros, sombrios.
Eles são escuros e me rodeiam, e tenho medo.
Medo do que eles querem ver.
Medo do que estão vendo.
Medo de saber que estão me vigiando.
Pois vejo o que vejo, mas não o que eles veem.
Mas o que eles querem?
 
Corro perigo, é estou com medo.
Destes olhos que me cercam que me veem.
Observam-me meus passos.
Minha alma minha essência, eles as tirão de mim.
Fico cada vez mais frio sem vontade.
Aos poucos consigo ver o que eles veem.
Mas não quero ver, não entendo.
Não posso, não consigo saber o por quê?
 
Corro perigo, é estou com medo.
Medo dos olhares secos sem alma, frios e repletos de ódio.
Quero correr, fugir e talvez desparecer.
Mas não importo aonde eu vá sempre estão lá.
Não a aonde esconder-me, está sempre lá.
Os mesmos olhos, mas com olhares diferentes.
Sempre me observando minha alma minha essência.
Sugando as de mim.
Tirando minha essência e me igualando.
Meus olhos como os deles, minha alma como as deles.
E não há como fugir.
E estou com medo, pois me perco de mim.
E vou sempre a eles, não importo aonde eu vá.
Eles sempre estarão lá, secos vazios.
Repletos de ódio, ódio daqueles quem veem.
De forma diferente deles.
Gustavo Alves Vilela
 
 
 
Gustavo Vilela
Enviado por Gustavo Vilela em 28/05/2015
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