Gustavo A Vilela
O puro e ingênuo amor, pela doce arte das palavras...
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Diário de Maxim

              E um pouco estranho falar sobre Maxim, pois ele se encontra em uma fase horrível de sua vida. Eu não sei, ao certo, apenas boatos sobre o pobre homem, tudo que sei e que ele e apenas um homem; triste e solitário.
            Maxim, mora sozinho, muito poucos amigos. Possui um ótimo emprego, bastante renomado alias, porém ele odeia  o emprego faz sentir-se prezo. Não tem esposa ou filhos, bem ou talvez não se saiba. Tudo que se sabe e que é um homem bastante confuso.
            Em uma bela manha Maxim, foi encontrado morto em sua casa por um amigo de seu serviço, não eram muito apegados, más Lucas sempre o teve como amigo, Lucas sabia que quão estranho Maxim era, más nunca se importou, naquela manha de segunda para ser exato Lucas havia ido até a casa de Maxim, pois o homem havia faltado o serviço a semana anterior, não deu nenhuma noticia no sábado e no domingo, coisa comum, mas mesmo assim Lucas quis saber o que estava acontecendo, más o que acabou encontrando foi uma imagem horrível para seus olhos e sua mente, Maxim estava ali dependurado com uma corda no pescoço e uma carta.
            Lucas como qualquer um em seu lugar tratou logo de pedir ajuda, más já era um tanto quanto tarde para Maxim, já estava morto. Logo com pericias, policiais Lucas teve a permissão de ler o que havia naquela carta, o que o deixou aterrorizado e chocado.
            Aterrorizado com o ocorrido começou a pensar. Pensar em coisas que poderia ter feito ao amigo, que talvez se soubesse poderia ter feto mais por Maxim.
            Seus olhos escorrem lagrimas de dor e de culpa, Lucas ao ler a carta se sentia cada vez mais confuso revoltado. Entre parágrafos e parágrafos seus olhos escorriam lagrimas, de uma dor insuportável.
Mas o que diz essa carta; ora e apenas um homem sozinho e solitário me pergunto se alguém liga más pelo visto poucas pessoas importaram algumas dizem até mesmo que tal atitude já era previsto, alias demorou ate para Maxim cometer tamanha atrocidade a si mesmo.
Bem a carta e enorme começa com mais menos, com a mesma palavra; estou cansado, estou cansado, essas palavras se repetem, mate chegar a uma exclamação e contar um pouco de sua historia.
            Resumidamente ela fala; Estou cansado, o silencio e a solidão destroem-me de romances da vida que um dia eu tive, lembro-me de pessoas que se afastaram, que não sei o porque apenas se afastaram, nomearão me de fraco, por desistir, más não da mais para suportar e as mudanças são difíceis, e difícil olhar se manter firme, por isso eu desisto, o assado me atormenta, olho ao meu redor não vejo nada ou ninguém, apenas solidão, sei também que não sentirão muita falta e se sentirem estarei feliz, pelo menos me sentirem querido. Hoje foi um ótimo dia, más mesmo assim anos e anos de dor, sofrimento e solidão não são apagados por apenas por um único dia, não me rotulem como fraco apenas entendam meu cansaço e motivos, pois a solidão destrói-me e estou cansado, uma vida vazia e com dores.
            Logo em seu velório, apareceu Lucas, o que já era de se esperar seus pais também apareceram, até mesmo Vicent um velho amigo de um passado que ninguém esperava, também apareceram antigos amores, e algumas pessoas do trabalho. Lucas assim como os pais de Maxim sentirá uma forte dor, ou melhor, sentirão culpa, pois Maxim dava sinais que cometeria tamanha besteira, quero dizer isso se tornou algo muito obvio. Mas o que ouve Maxim como qualquer um tinha suas dores, más como tudo possui um limite que em seu caso se tornou algo insuportável.
            Com seus vícios e manias, vistas apenas como uma forma de chamar atenção, más na verdade, eram formas de se automedicar e que não deu certo. Maxim está morto Lucas revoltado assim como os de Maxim, pois agora sabem que aquilo que julgavam fraqueza ou um modo de chamar atenção, más que por traz de todo preconceito havia apenas um homem cansado. Cansado de tudo, de sentir dor e culpa, e a sensação de solidão, que no fim Maxim, viu apenas uma solução, e a seguiu a procura de paz e retenção.
 
Gustavo A Vilela
Gustavo Vilela
Enviado por Gustavo Vilela em 28/03/2016
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